segunda-feira, 28 de maio de 2012

COMISSÃO DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL DA OAB/MG.

CONVITE



       A Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Minas Gerais tem a honra de convidar Vossa Excelência para a Solenidade de Posse da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da OAB/MG, lançamento do Programa de Política Pública encampado pela Universidade Federal de Uberlândia, denominado PROEXT (Programa que aborda os Aspectos Psicosociais da Saúde da População Negra com a Doença Falciforme), Palestra com Prof. Dr. Hédio Silva Júnior, Advogado, Mestre e Doutor em Direito pela PUC-SP, Diretor Acadêmico da Universidade Zumbi dos Palmares e Diretor Executivo do CEERT e com a honrosa presença da Presidente da Comissão Nacional de Promoção da Igualdade da OAB, Silvia Nascimento Cardoso dos Santos Cerqueira.


Data: 30 de maio de 2012
Horário: 19h00
Local: Auditório da 13ª Subseção da OAB/MG
Av. Rondon Pacheco, 980 - Copacabana - Uberlândia/MG

quarta-feira, 23 de maio de 2012

AFROCINE EM UBERLÂNDIA APRESENTARÁ O FILME "QUANTO VALE OU É POR QUILO?"



Adaptação livre do diretor Sérgio Bianchi para o conto “Pai contra Mãe”, de Machado de Assis, o filme “Quanto Vale ou é por Quilo” traça um paralelo entre a vida no período da escravidão e a sociedade brasileira contemporânea, com enfoque nas semelhanças existentes no contexto social e econômico das duas épocas.
A película será exibida gratuitamente na próxima quarta-feira (23), às 20h, na Oficina Cultural. A sessão faz parte do Afrocine, projeto desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e pela Diretoria de Assuntos Afro-Raciais (Diaafro) em prol do desenvolvimento da matriz africana em Uberlândia.
Ficha técnica:
Filme: “Quanto Vale ou é por Quilo” (Brasil / 2005, 108 minutos)
Direção: Sérgio Bianchi
Elenco: Ana Carbatti, Cláudia Mello, Hérson Capri, Caco Ciocler, Ana Lucia Torre, Silvio Guindane, Myriam Pires, Lena Roque, Leona Cavalli.
Serviço:
O quê: Afrocine - Filme “Quanto Vale ou é por Quilo?”
Quando: Quarta-feira (23), às 20h
Onde: Oficina Cultural
Endereço: Praça Clarimundo Carneiro, 204, Centro

Entrada gratuita

MODELO PERDE PRÊMIO E PATROCÍNIOS POR CONTA DE AÇÕES RACISTAS



         A modelo sul-africana Jessica Leandra Dos Santos perdeu um prêmio e patrocinadores após publicar um comentário racista em sua página no Twitter. No tuíte, Jessica usou a palavra "kaffir", um termo ofensivo usado para se referir aos negros na África do Sul.
        Jessica postou que havia encontrado um “kaffir arrogante e sem educação” e que sentiu vontade de “socá-lo”. Depois de receber muitas críticas de seus seguidores, ela foi além e pediu que paressem de defender o negro porque aquele "é o tipo de pessoa que estupra meninas” no país.
        Pouco depois, a modelo escreveu um post em seu blog pedindo desculpas e explicando que a raiva havia tomado conta dela no momento. Mas isso não foi o bastante. Seu patrocinador, Quick Trim SA, empresa do ramo de suplementos, rompeu o contrato com a beldade. Além disso, a revista FHM se disse assustada com o comportamento da jovem e também tirou dela o título de vencedora do FHM Modelbook 2011.
          A confusão no país foi tão grande que o termo “kaffir” chegou a estar entre os assuntos mais comentados do Twitter na África do Sul. E, para piorar as coisas, alguns usuários acharam uma mensagem antiga da modelo em que ela se referia a negros que trabalhavam em um posto de gasolina como “macacos africanos rudes”. Resta aguardar para ver se a mulher receberá sanções legais por seu comportamento preconceituoso e racista.
          A última mensagem em seu Twitter foi a divulgação do post de desculpas em seu blog em inglês).

Fonte: http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2012/05/modelo-perde-premio-e-patrocinios-por-causa-de-tuite-racista.html

domingo, 29 de abril de 2012

A CONSTITUCIONALIDADE DAS COTAS RACIAIS



Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) validou nesta quinta-feira (26) a adoção de políticas de reserva de vagas para garantir o acesso de negros e índios a instituições de ensino superior em todo o país. O tribunal decidiu que as políticas de cotas raciais nas universidades estão de acordo com a Constituição e são necessárias para corrigir o histórico de discriminação racial no Brasil.
Em dois dias de julgamento, o tribunal discutiu a validade da política de cotas raciais adotada pela Universidade de Brasília (UnB), em 2004, que reserva por dez anos 20% das vagas do vestibular exclusivamente para negros e um número anual de vagas para índios independentemente de vestibular.
O DEM, autor da ação contra as cotas raciais, acusou o sistema adotado pela instituição de ensino, no qual uma banca analisa se o candidato é ou não negro, de criar uma espécie de “tribunal racial”.
Outras duas ações na pauta do STF, que não começaram a ser analisadas, abordam cotas raciais combinadas com o critério de o estudante vir de escola pública. Elas devem ser analisadas na semana que vem, segundo o presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto.
Dos onze ministros do tribunal, somente Dias Toffoli não participou do julgamento porque elaborou parecer a favor das cotas quando era advogado-geral da União.
Para os ministros do STF, ações afirmativas, como a política de cotas da UnB, devem ser usadas como “modelo” para outras instituições de ensino, como o objetivo de superar a desigualdade histórica entre negros e brancos.
O relator da ação, ministro Ricardo Lewandowski, lembrou o caráter provisório das políticas de cotas. A da UnB tem duração de 10 anos, podendo ser revista. Para ele, todas as universidades podem adotar os critérios desde que respeitem os critérios de "razoabilidade, proporcionalidade e temporalidade." Para ele, a decisão desta quinta vale para todas as instituições de ensino, não somente as universidades, e também valida as cotas sociais.
"O modelo que o Supremo tenta estabelecer, se o meu voto for prevalente, é esse modelo de que não é uma benesse que se concede de forma permanente, mas apenas uma ação estatal que visa superar alguma desigualdade histórica enquanto ela perdurar", destacou o relator após o julgamento”, afirmou Lewandowski.
De acordo com dados da Advocacia-Geral da União (AGU), 13 universidades brasileiras possuem políticas de cotas raciais e outras 20 combinam o critério de raça com a questão social para fazer a seleção dos candidatos. A decisão do STF não proíbe outras ações em relação a cotas para ingresso no ensino superior, uma vez que as universidades têm autonomia para definir suas políticas.
“A construção de uma sociedade justa e solidária impõe a toda coletividade a reparação de danos pretéritos perpetrados por nossos antepassados adimplindo obrigações jurídicas”, disse o ministro Luiz Fux.



Único ministro negro





Joaquim Barbosa, único ministro negro do STF, ressaltou a importância das ações afirmativas para viabilizar “harmonia e paz social”. Ele citou exemplo dos Estados Unidos que se tornaram “o país líder do mundo livre”, após derrubar a política de segregação racial. “Ações afirmativas se definem como políticas públicas voltadas a concretização do princípios constitucional da igualdade material a neutralização dos efeitos perversos da discriminação racial, de gênero, de idade, de origem. [...] Essas medidas visam a combater não somente manifestações flagrantes de discriminação, mas a discriminação de fato, que é a absolutamente enraizada na sociedade e, de tão enraizada, as pessoas não a percebem.”, disse Barbosa.


Fonte: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2012/04/stf-decide-por-unanimidade-pela-constitucionalidade-das-cotas-raciais.html

sexta-feira, 20 de abril de 2012

CASO DE RACISMO NA UNESP ARARAQUARA

 A Unesp vai pedir à Polícia Federal que apure dois crimes no campus de Araraquara (SP): xenofobia, que é a antipatia contra estrangeiros, e discriminação contra um grupo de estudantes africanos. Além disso, a direção da Faculdade de Ciências e Letras, onde ocorreu a manifestação, irá comunicar o fato ao Ministério Público.

O campus conta com 26 estudantes oriundos da África, sendo 23 na Faculdade de Ciências e Letras, dois no Instituto de Química e um na Faculdade de Ciências Farmacêuticas, que vieram estudar no Brasil por meio de um convênio internacional.

A inscrição "sem cotas aos animais da África” revoltou professores e alunos da unidade. Algumas frases de repúdio foram escritas no mesmo lugar. Na universidade, há um espaço aberto aos estudantes. No corredor, eles escrevem o que pensam, o que sentem, mas desta vez, a liberdade de expressão foi usada a favor do preconceito.

Os universitários africanos registraram boletim de ocorrência por discriminação no 4º Distrito Policial. “Eu fiquei muito triste em saber que tinha gente que ainda tem esse tipo de pensamento negativo”, observa Fiston Angembe, que estuda economia. “É inexplicável sofre um ato de racismo e xenofobia. É um ato desumano”, completa Alfa Embalo, estudante de ciências sociais.

O delegado Antonio Luiz Andrade acredita que o ato de preconceito partiu um grupo de pessoas. “Nós temos um grupo de investigadores no caso, com a recomendação de fazer uma investigação bem rigorosa”, afirma.

A Unesp abriu sindicância para apurar os fatos. Dagoberto José Fonseca, coordenador do Centro de Línguas Africanas afirma que irá pedir investigação também à Polícia Federal, por envolver preconceito contra estrangeiros.

“É uma investigação atenta tanto dos direitos individuais quanto coletivos, aos acordos internacionais, mas fundamentalmente a um projeto de internacionalização da universidade. Como uma universidade se internacionaliza, recebe estudantes estrangeiros com manifestações racistas e xenófobas?”, destaca.

“Isso não devia estar acontecendo. As pessoas devem entender o porquê do convênio, o porquê de nós deixarmos nossos países para estudarmos fora. Os próprios brasileiros vão para outros lugares estudar”, analisa Duarte Olossato Quebi, estudante de sociologia.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/araraquara-regiao/noticia/2012/04/unesp-pede-pf-que-apure-caso-de-racismo-e-xenofobia-em-araraquara.html

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

LUTO NA CAPOEIRA: MORRE MESTRE JOÃO PEQUENO DE PASTINHA

Morreu na tarde de sexta-feira (9), às 14h, no Hospital Teresa de Lisieux, em Salvador, o mestre baiano da Capoeira Angola, João Pequeno de Pastinha. A morte do capoeirista, que completaria 94 anos no próximo dia 27, foi divulgada em uma nota de falecimento publicada no perfil do Facebook de Cristiane Miranda, conhecida como" Nani de João Pequeno", neta de João Pequeno. A causa de sua morte ainda não foi divulgada bem como informações sobre o velório.

Natural de Araçi, interior baiano, mestre João Pequeno, aos 15 anos, fugiu da seca a pé, indo até Alagoinhas seguindo depois para Mata de São João, onde permaneceu dez anos e trabalhou na plantação de cana-de-açúcar como chamador de boi, então conheceu Juvêncio na Fazenda São Pedro, que era ferreiro e capoeirista, quando tomou o primeiro contato com essa arte que sintetiza dança e luta.

Aos 25 anos, mudou-se para Salvador, onde trabalhou como condutor de bondes e na construção civil como servente de pedreiro, pedreiro, chegando a ser mestre de obras. Foi na construção civil que conheceu Cândido que lhe apresentou o mestre Barbosa que era um carregador do Largo 2 de Julho. Inscreveu-se no Centro Esportivo de Capoeira Angola, que era uma congregação de capoeiristas coordenada pelo Mestre Pastinha. Desde então, João Pereira passou a acompanhar o mestre Pastinha que logo ofereceu-lhe o cargo de treine, por volta de 1945.
Em Dezembro de 2003 no dia 18, mestre João Pequeno de Pastinha recebe o diploma de doutor Honoris causa pela UFU/ MG.

Fonte:http://www.atribunacultural.com.br/modules/xnews/article.php?storyid=1467 (acesso dia 12/12)

sábado, 3 de dezembro de 2011

VISITA AO QUILOMBO DOS PALMARES E PARTICIPAÇÃO DO RITO DE PASSAGEM DE ABDIAS NASCIMENTO

Em maio de 2011 faleceu um dos maiores intelectuais brasileiros e ícones da luta contra o racismo e as desigualdades raciais no Brasil,o ex- senador Abdias Nascimento.
No dia 13/11, atendendo ao pedido de Abdias Nascimento, ainda em vida; suas cinzas forma depositadas na Serra da Barriga, no município de União dos Palmares- Alagoas, no antigo quilombo do Palmares referência das lutas de resistências dos escravos. O intuito da cerimônia era celebrar vida e obra de Abdias Nascimento.
O evento contou com participação de vários movimentos negros e entidades engajadas com a militância anti-racista de todo mundo, incluindo bolsistas do PIBID, que tiveram o prazer de presenciar esse momento histórico memorável.
Além da cerimonia prevista, os bolsistas realizaram visitas aos museus  Maria Mariá (Líder feminista, professora na cidade de União dos Palmares que lutava pela liberdade individual e em prol de melhores condições de ensino) e Jorge Lima (Romancista e poeta, nascido em União dos Palmares. O museu em seu 2° plano retrata evidências arqueológicas do quilombo). Outro evento que contou com a presença dos bolsitas foi o 3° encontro nacional Alagoano de Hip Hop.
No dia da cerimônia dedicada à Abdias foi apresentado evento o grupo de Salvador Ilê Aiyê, visita ao lago dos negros e a árvore sagrada.
Segue algumas fotos que marcaram a ida ao estado de Alagoas.